Sexta-feira, 05 de Junho de 2020

Buscar   OK
Brasil

Publicada em 25/08/19 às 12:41h - 217 visualizações
ACESSÍVEL AMOR

Heron Cid


No abraço solidário ao projeto Acesso Cidadão, uma criança cadeirante é erguida aos céus como um troféu: uma vitória do amor sobre o preconceito  (Foto: Associação do Cabo Branco)

No abraço solidário ao projeto Acesso Cidadão, uma criança cadeirante é erguida aos céus como um troféu: uma vitória do amor sobre o preconceito

Dona Nuita, minha avó e dona de sabedoria desprovida de diploma, dizia: “Não há mal que não traga um bem”.

Lembrei dela ontem ao presenciar uma multidão nas areias do Cabo Branco, em João Pessoa, para apoiar o projeto Acesso Cidadão, um voluntariado que permite pessoas de mobilidade reduzida à inclusão na praia.

A conhecida má intenção possibilitou, como reação contra uma atitude isolada, um grande abraço de solidariedade, de fraternidade e cidadania.

Vi lá muito mais do que uma manifestação.

Assim como muitos ainda desconhecedores desse trabalho de perto, pude extrair lições de partilha, de afeto, de empatia e de amor ao semelhante, diferente por um detalhe, mas completo no direito de ser, no sonho de viver.

Paralíticos jogando vôlei, cadeirantes deslizando nas ondas, deficientes em caiaques, crianças especiais de pés nas areias e muita gente com sorriso no rosto.

Gente que voltou a se encontrar com a natureza, com a vida, com a esperança. Familiares que perderam o receio do preconceito, de mãos dadas partilhando de pequenas mas redentoras atividades.

E um mar de amor em forma de voluntários.

Homens e mulheres que investem tempo e até dinheiro em quem nada tem a oferecer em troca, a não ser uma face de agradecimento.

Como Rêni, assistente social: “Não é um trabalho, é uma alegria, um prazer, ofertar vida, lazer, vínculos familiares e ver pessoas se redescobrindo em momentos tão difíceis da vida, pessoas que tinham sua vida e de repente sofrem um acidente e perdem a independência. É tudo muito bonito”.

É muito bonito servir, doar-se e realizar-se na alegria do outro, de quem teve um projeto amputado, ou de quem nunca terá uma resposta por que andar não está no seu DNA.

Marly, minha companheira de vida, e eu levamos Benjamim, filho que ainda nem chegou ao quarto ano de vida.

Curioso, observou cenas das quais ainda nem compreende direito. Mas, ontem, ele já começou a aprender que, nas diferenças, somos iguais.

Que o desamor é a única ‘deficiência’ contra a qual devemos resistir. E que servir é o gesto humano que supera todos os limites.

Por Heron Cid 




ATENÇÃO:Os comentários postados abaixo representam a opinião do leitor e não necessariamente do nosso site. Toda responsabilidade das mensagens é do autor da postagem.

Deixe seu comentário!

Nome
Email
Comentário


Insira os caracteres no campo abaixo:





(83) 99310-3224

No Ar
ENCONTRO NORDESTINO com Beto de Mãe Santa
Peça sua Música

  • severo
    Cidade: rio de Janeiro
    Música: de Eduardo Costa
  • Lucia
    Cidade: Capim
    Música: Marcas da Kelly Gleyk
  • alice fernandes
    Cidade: monteiro-pb
    Música: Lembro com cantor Brunno carvalho,,,,obrigada
  • karla reis
    Cidade: capim
    Música: barreiras-brunno carvalho
  • Ir Carla(ADMLC Colinas do Sul)
    Cidade: João Pessoa
    Música: Respirar , Samuel Mariano(
  • Suenia
    Cidade: BP-capim
    Música: Musica a mc duda,para todos que estão ouvindo o rádio capim fm. Um bom dia
Publicidade Lateral
Bate Papo

Digite seu NOME:


Estatísticas
Visitas: 74661 Usuários Online: 16


Parceiros

Copyright (c) 2020 - Rádio Capim FM - Todos os direitos reservados